segunda-feira, 22 de agosto de 2011
GUIA DE ESTUDO- REINO ANIMALIA
1- Caracterize os animais quanto à organização celular (tipo e número de células) e quanto à nutrição.
R.: Os animais são organismos eucarióticos, multicelulares com nutrição heterotrófica.
2-O que são animais diblásticos? E animais triblásticos? Exemplifique.
R.: Animais diblásticos são os que apresentam apenas dois folhetos germinativos: ectoderma e encoderma; são diblásticos apenas os animais do filo Cnidaria (corais, anêmonas-do-mar e águas- vivas). Os animais de todos os outros filos apresentam um terceiro folheto germinativo, o mesoderma, e por isso são chamados triblásticos. Os poríferos, por não apresentarem folhetos germinativos, não entram nessa classificação.
3- O que é celoma? Como os animais são classificados em relação a ele?
R.: Celoma é uma cavidade corporal completamente revestida por mesoderma. Os animais que a apresentam são chamados de celomados (anelídeos, moluscos, artrópodes, equinodermos e cordados). Alguns animais têm uma cavidade corporal apenas parcialmente revestida por mesoderma, chamada pseudoceloma; esses animais são pseudocelomaos (nematódeos). Animais triblásticos em que o corpo é maciço, sem cavidade corporal além da digestiva, são denominados acelomados (platelmintos).
4- O que são animais protostômios? E animais deuterostômios?
R.: Protostômios são animais em que o blastóporo dá origem á boca (moluscos, anelídeos e artrópodes). Deuterostômios são animais em que o blastóporo dá origem ao ânus (equinodermos e cordados)
TENDÊNCIAS EVOLUTIVAS NA ESTRUTURA CORPORAL DOS ANIMAIS.
5- O que é cefalização?
R.: Cefalização é a concentração de órgãos dos sentidos e de células nervosas na região anterior do corpo, definindo uma cabeça. Os principais filos cujos representantes apresentam cabeça bem diferenciada são os moluscos (caracóis, polvos, lulas etc.), os anelídeos (vermes poliquetos), artrópodes (insetos, crustáceos, aranhas e escorpiões) e cordados (vertebrados)
6- Qual seria uma possível vantagem do aparecimento de cavidades corporais como o pseudoceloma e o celoma?
R.: A presença de uma cavidade corporal interna, dentro da qual se movimentam e circulam líquidos, traz diversas vantagens ao animal. Entre outras coisas, facilita a distribuição de substâncias para as células e a eliminação de excretas. Outro papel importante desempenhado pelo celoma em muitos animais é a acomodação e a proteção de órgãos internos No interior da cavidade celômica, os órgãos podem crescer e movimentar-se com maior independência. Além dessas funções, a presença de uma cavidade corporal cheia de líquido dá sustentação ao animal, podendo funcionar como uma espécie de esqueleto.
TENDÊNCIAS EVOLUTIVAS NA FISIOLOGIA ANIMAL.
7- O que é respiração cutânea e que grupos de animais apresentam?
R.: Respiração cutânea é a difusão dos gases respiratórios através da superfície corporal. Apresentam esse tipo de respiração animais que vivem na água ou em ambientes úmidos, como poríferos, cnidários, platelmintos, nematódeos, alguns anelídeos (minhocas, por exemplo) e anfíbios.
8- O que são excretas, ou excreções? Qual a principal substância excretada pelas células animais?
R.: Excretas ou excreções são substâncias produzidas no metabolismo e que precisam ser eliminadas rapidamente do corpo; algumas delas são tóxicas. A principal substância excretada pelas células animais é a amônia (NH3), que se forma principalmente como resultado da degradação de substâncias ricas em nitrogênio. Por ser muito tóxica, a NH3 tem de ser rapidamente eliminada do corpo. Nos poríferos e nos cnidários, animais em que praticamente todas as células tem contato direto com a água do ambiente, a NH3 é eliminada por simples difusão. Não há nenhum sistema especializado em eliminar as excreções celulares.
9- Quais são os principais tipos de substâncias excretadas pelos animais? Comente a relação entre o tipo de substância excretada e o ambiente em que vive o animal.
R.: As principais substâncias excretadas pelos animais são: amônia, uréia e ácido úrico. Muitos animais aquáticos excretam diretamente a amônia. Essa substância é altamente tóxica para o organismo, mas também é bastante solúvel em água, o que permite sua rápida difusão e eliminação por animais que vivem no ambiente aquático. Os animais terrestres transformam a amônia em substâncias menos tóxicas, de modo a poder armazená-las temporariamente no corpo sem risco de intoxicação. Nos mamíferos a amônia é convertida em uréia, uma substância bem menos tóxica que a amônia. Outros animais terrestres, como insetos, répteis e aves convertem a amônia em ácido úrico. Essa substância tem a vantagem de ser bem menos tóxica do que a amônia, além de ser pouco solúvel em água, o que leva a uma menor perda de água durante a eliminação da urina. Nas aves e nos répteis a urina é uma massa esbranquiçada de consistência quase sólida, sendo geralmente eliminada juntamente com as fezes.
FILO PORIFERA (poríferos ou esponjas)
1- Caracterize os poríferos quanto ao hábitat e ao modo de vida.
R.: Quanto ao hábitat, todos os poríferos são aquáticos. A maioria vivem no mar, em águas costeiras, rasas e quentes, geralmente fazendo parte da comunidade dos recifes de corais. Quanto ao modo de vida, crescem aderidos á substratos submersos( madeira, rochas, conchas etc) e praticamente não se movimentam, o que caracteriza um modo de vida séssil.
2- O que significa dizer que os poríferos são animais filtradores?
R.: As esponjas alimentam-se das partículas orgânicas presentes na água que circula através de seu corpo, entrando pelos poros e saindo pelo ósculo, daí elas serem consideradas animais filtradores. Além de alimento, a água que circula pelo corpo da esponja traz gás oxigênio e minerais e leva produtos inúteis, como gás carbônico e excreções.
3- Explique resumidamente a função desempenhada pelas seguintes células presentes nos poríferos: a) pinacócitos; b) porócitos; c) coanócitos; d) amebócitos; e) escleroblastos.
R.: a) Pinacócitos são células achatadas e justapostas que revestem a superfície externa e os canais condutores de água em certas esponjas. b) Porócitos são células dotadas de um canal central, por onde a água atravessa a parede do corpo da esponja, chegando à cavidade interna denominada espongiocela. c) Coanócitos são células dotadas de um flagelo, cuja base é circundada por projeções da membrana plasmática, formando um funil. As ondulações do flagelo dos coanócitos impulsionam a água através do corpo da esponja, criando uma corrente líquida que traz partículas nutritivas e gás oxigênio, além de remover excreções e gás carbônico resultantes da atividade celular. d) Amebócitos são células totipotentes, capazes de originar todos os outros tipos de célula da esponja, incluindo aquelas que produzem as estruturas esqueléticas. Uma importante função dos amebócitos é distribuir nutrientes pelo corpo da esponja. e) Escleroblastos são células responsáveis pela produção de estruturas esqueléticas microscópicas chamadas de espículas. Estas podem ser calcárias, constituídas de carbonato de cálcio (CaCO3), ou silicosas, constituídas de sílica (H2Si3O7).
4- Como é a reprodução assexuada nos poríferos?
R.: A maioria das esponjas apresenta reprodução assexuada por brotamento, que consiste na formação de expansões do corpo, os "brotos", que crescem e mais tarde se separam do organismo genitor, passando a constituir novos indivíduos. Em muitas espécies de esponja, ocorre brotamento sem a separação dos brotos, formando assim, colônias.
5- Com relação à reprodução sexuada dos poríferos, responda: a) As espécies são monóicas ou dióicas? b) A fecundação é externa ou interna? c) O desenvolvimento é direto ou indireto?
R.: a) A maioria das espécies é monóica, ou hermafrodita. Há também espécies dióicas (de sexos separados) b) na maioria dos poríferos, espermatozóides que entram no corpo da esponja-fêmea fundem-se a coanócitos, que se transformam em amebócitos e se deslocam até o óvulo, onde ocorre a fecundação. c) Em muitas espécies, a blástula flagelada liberada pelo corpo da esponja genitora logo se fixa a um objeto submerso e origina diretamente uma nova esponja semelhante à original. Fala-se nesse caso, em desenvolvimento direto, porque a blástula desenvolve-se diretamente em um organismo jovem bastante semelhante aos adultos. Algumas espécies de esponja apresentam desenvolvimento indireto; a blástula origina um organismo bastante diferente da forma adulta, uma larva chamada anfiblástula.
FILO CNIDARIA (cnidários ou celenterados)
1- Caracterize os cnidários quanto ao hábitat e modo de vida.
R.: A maioria dos cnidários é marinha; poucas espécies vivem em lagos e rios de água doce e limpa. As anêmonas-do-mar e os corais são sésseis, vivendo fixados a objetos submersos. As águas-vivas nadam ativamente e as caravelas flutuam nas correntezas. Umas poucas espécies de cnidários são parasitas externos do corpo de peixes.
2- O que significa dizer que os cnidários são animais diblásticos?
R.: Os cnidários são chamados de diblásticos porque apresentam apenas dois folhetos germinativos, ectoderma e endoderma, enquanto todos os outros animais (exceto esponjas) têm três folhetos germinativos, sendo triblásticos.
3- O que é mesogléia e qual a sua função?
R.: É a massa gelatinosa secretada por certas células da epiderme e da gastroderme do cnidário e que dá suporte ao corpo, constituindo um esqueleto elástico e flexível. É na mesogléia que se localiza a rede de células nervosas que constitui o sistema nervoso difuso dos cnidários.
4- O que significa dizer que a digestão dos cnidários é extra e intracelular?
R.: Enzimas digestivas secretadas por células glandulares especiais da gastroderme iniciam a digestão do alimento extracelularmente, na cavidade gastrovascular. Partículas de alimento parcialmente digeridas vão sendo englobadas pelas células da cavidade gastrovascular em cujo citoplasma a digestão se completa. A digestão nos cnidários, portanto, inicia-se extracelularmente e termina intracelularmente. Os produtos úteis da digestão são distribuídos às diversas células do corpo por difusão. Restos não digeridos permanecem na cavidade gastrovascular até serem eliminados pela boca.
FILO PLATYHELMINTHES (platelmintos ou vermes achatados)
1- Caracterize brevemente os platelmintos quanto a: a) simetria; b) folhetos germinativos; c) sistema digestório.
R.: a) simetria bilateral. b) Triblástios. c) sistema digestório incompleto, em que a cavidade gastrovascular, possui apenas uma abertura, a boca, que serve tanto para a entrada de alimetno como para a saída dos restos não aproveitados.
2- Explique digestão extra e intracelular da planária.
R.: A planária protrai a faringe sobre o alimento e lança sobre ele enzimas digestivas, produzidas por células glandulares especiais da aprede intestinal. O processo digestório incia-se ainda fora do corpo e a faringe vai sugando alimento parcialmente digerido para o intestino, onde a digestão prossegue. Células da parede intestinal englobam o alimento parcialmente digerido e a digestão se completa intracelularmente.
3- Como é o sistema excretor das planárias?
R.: O sistema excretor das planárias é constituído por protonefrídios, tubos interligados em cujas extremidades há uma célula excretora flageladas denominada célula-flama. As células excretoras absorvem substâncias indesejaveis do espaço ente as células. O batiemnto de seus flagelos impulsionam as excreções pelo interior de condutos excretores, que se abrem em poros excretores situados lateralmente na superfície externa dorsal do corpo do animal.
4- Que tipo de sistema nervoso apresenta um platelminto como a planária?
R.: As células nervosas da região da cabeça formam dois gânglios cerebrais, que se ligam a dois cordões nervosos que percorrem longitudinalmente o corpo. Dos cordões nervosos partem prolongamentos de células nervosas que chegam a todas as regiões do corpo.
5- Como se dão as trocas gasosas na planária?
R.: Planárias e outros platelmintos não possuem órgãos ou sistemas especializados em realizr trocas gasosas. Gás oxigênio e gás carbônico são, respectivamente, absorvidos e eliminados por difusão, que ocorre por toda a superfíce epidérmica. Por isso, diz-se que esses animais apresentam respiração cutânea.
6- Com relação às tênias, conceitue os seguintes termos:
a) escólex b) proglótides c) estrobilização
R.: a) Escólex é a extremidade anterior afilada das tênias, onde há ventosas, ganchos ou sulcos adesivos que permitem a fixação do verme n intestino do hospedeiro. b) Proglótides são partes que se repetem no corpo da tênia, em número de mil ou mais. c) Estrobilização é o processo de divisão transversal do corpo que ocorre junto ao escólex e produz novas proglótides. Estas amadurecem a medida que se distanciam do escólex. Ao tornar-se sexualmente madura, uma proglótide autofecunda-se e torna-se "grávida", isto é, repleta de ovos. Nesse estágio as proglótides destacam-se da tênia e são eliminadas do corpo do hospedeiro, juntamente com as fezes.
7- Com relação à reprodução sexuada das planárias, responda: a) Esses organismos são monóicos ou dióicos? b) Como é sua fecundação? c) O desenvolvimento é direto ou indireto?
R.: a) Planárias são monóicas (hermafroditas) b) nas planárias ocorre cópula: dois indivíduos sexualmente maduros unem-se e justapõem os poros genitais, cada um introduzindo o pênis no poro genital do outro. Após a troca de espermatozóides, os animais se separam e, em cada planária, os espermatozóides recebidos do parceiro percorrem os ovidutos, onde se encontram com os óvulos, fecundando-os. Portanto, a fecundação é interna. c) As planária tem desenvolvimento direto; os embriões desenvolvem-se dentro de um casulo, originando pequenas planárias semelhantes aos pais.
8- Com relação à esquistossomose comum no Brasil, responda: a) Qual é o agente causador? b) Como se dá a infestação das pessoas? c) Quais são os sintomas da doença?
R.: a) Shistosoma mansoni. b) se uma pessoa
9- Caracterize teníase e cisticercose.
R.: Teníase é a infestação por vermes adultos da tênia no intestino delgado. Uma pessoa adquire teníase ao comer carne malcozida de animais com cisticercose. Cisticercose é a infestação por formas imaturas da tênia, os cisticercos, que podem se alojar na musculatura ou no cérebro. Adquire-se cisticercose ao se ingerir ovos de tênia. Estes liberam as oncosferas e se alojam na musculatura, onde geralmente causam poucos problemas, ou no cérebro, onde podem provocar convulsões semelhantes às da epilepsia.
FILO NEMATELMINTHES ( nematelmintos ou vermes cilíndricos)
segunda-feira, 23 de maio de 2011
GUIA DE ESTUDO - 2º BIMESTRE
1- Caracterize briófitas
São plantas pequenas e delicadas, sem vasos condutores de seiva, que vivem, em geral, em ambientes úmidos e sombreados, como barrancos e troncos de árvores no interior das matas.
2- Qual a principal diferença entre o ciclo de vida alternante das briófitas e o das demais plantas?
O gametófito (fase haplóide) é a geração mais desenvolvida e persistente do ciclo de vida. O esporófito das briófitas (geração diplóide) tem tamanho reduzido e desenvolve-se sobre o gametófito, nutrindo-se à custa deste até atingir a maturidade e produzir esporos. Isso diferencia as briófitas de todas as outras plantas, nas quais a fase predominante do ciclo de vida é o esporófito.
3- Como é a organização corporal das briófitas?
O corpo das briófitas não se diferencia em raiz, caule e folha e, por isso, é chamado de talo. Os gametófitos das briófitas fixam-se ao solo, a rocha ou troncos e árvores por meio de estruturas filamentosas que lembram raízes, os rizóides, que não desempenham, porém, papel importante na absorção de água e nutrientes minerais. As células das briófitas são pouco diferenciadas.
4- O que são: anterídeos, arquegônios, anterozóides e oosfera?
Anterídios são estruturas reprodutivas masculinas presentes em gametófitos maduros, no interior das quais se formam os gametas masculinos, denominados anterozóides. Arquegônios são estruturas reprodutivas femininas presentes em gametófitos maduros, no interior das quais se forma o gameta feminino, denominado oosfera.
PLANTAS VASCULARES SEM SEMENTES: PTERIDÓFITAS
1- Caracterize as pteridófitas.
Pteridófitas são geralmente plantas de pequeno porte (herbáceas), apesar de existirem espécies arborescentes que atingem 4 m ou mais de altura. As espécies mais conhecidas do grupo são samambaias e avencas, utilizadas como plantas ornamentais.
2- Que características morfológicas das pteridófitas as distinguem das demais plantas?
As pteridófitas distinguem-se das briófitas por apresentarem dois tipos de tecidos vasculares bem diferenciados
3- O que é o prótalo das pteridófitas? Como se origina?
O prótalo é o gametófito das pteridófitas, que surge pela germinação do esporo.
PLANTAS VASCULARES COM SEMENTES NUAS: GIMNOSPERMAS
1- Caracterize as gimnospermas.
Sob a designação de gimnospermas são reunidos quatro filos de plantas que se caracterizam por formar sementes expostas na superfície das estruturas reprodutoras. A maioria das espécies são árvores que atingem grande tamanho, estando entre os maiores seres vivos existentes.
2- Qual é o significado do termo óvulo, quando nos referimos às plantas?
Os óvulos das plantas é uma estrutura multicelular constituída por tecido diplóide, originário do esporófito, e pelo gametófito haplóide que se desenvolve a partir do megásporo. No interior do óvulo das plantas diferenciam-se um ou mais gametas femininos que se fundirão com os gametas masculinos para originar os zigotos. O gameta feminino das plantas, correspondente ao óvulo dos animais, é a oosfera, uma das inúmeras células constituintes do óvulo vegetal.
3- Qual a constituição da semente?
O zigoto resultante da fecundação da oosfera desenvolve-se em um embrião (esporófito diplóide) que fica mergulhado no megagametófito. O jovem esporófito mergulhado no megagametófito e envolto pelo integumento é a semente.
4- O que é tubo polínico?
O tubo polínico é uma estrutura tubular correspondente ao microgametófito maduro, pelo qual o gameta masculino, denominado célula espermática, chega até à oosfera, fecundando-a.
5- Em que consiste a germinação da semente?
A germinação é a retomada do desenvolvimentos do embrião que cresce e perfura a casca da semente, dando origem a uma nova planta (esporófito). Durante a germinação, o embrião nutre-se do gametófito feminino ainda existente. Quando este se esgota, a jovem planta já apresenta raízes e folhas, sendo capaz de retirar nutrientes minerais do solo e de produzir substâncias orgânicas por meio da fotossíntese.
PLANTAS VASCULARES COM FLORES E FRUTOS: ANGIOSPERMAS
1- Descreva sucintamente as angiospermas.
São plantas que formam flores e frutos, podendo viver no solo, na água ou sobre outras plantas, em certos casos como parasitas e em outros apenas como inquilinas. Quanto à forma, elas podem ser árvores, arbustos, trepadeiras, capins etc. Apesar da variedade, os cientistas acreditam que as angiospermas atuais são todas descendentes de um mesmo ancestral, constituindo, portanto, um grupo monofilético com mais de 235 mil espécies descritas, das quais mais de 40 mil ocorrem no Brasil.
2- Quais foram as duas aquisições evolutivas, ligadas à reprodução, que distinguem angiospermas e gimnospermas?
O ciclo de vida das angiospermas é muito parecido com o das gimnospermas, mas difere dele principalmente por duas novas aquisições evolutivas: a presença de flores e o fato de as sementes se formarem dentro de uma estrutura denominada carpelo, a qual dá origem ao fruto.
3- O que é flor?
É um ramo (caule) com esporofilos, isto é, com folhas modificadas que desenvolvem esporângios.
4- Como se pode definir fruto?
É o ovário maduro e pode ou não incluir outras partes da flor. Nesse caso, as partes que não se originam do ovário são denominados pseudofrutos.
5- Comente a importância do fruto para as plantas angiospermas.
Na história evolutiva das plantas, o sucesso inicial do fruto deve ter sido a proteção que ele conferia às sementes; posteriormente houve uma adaptação para a função de disseminá-las. Hoje encontramos os mais diversos tipos de frutos, com incríveis epecializações que permitem às sementes chegarem a lugares bem distantes da planta que as produziu. Isso, por um lado, garante que as novas plantas não concorram com sua genitora e suas irmãs pelos recursos do ambiente; por outro lado, permite que elas se espalhem conferindo maior chance de sobrevivência à espécie.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
A1 DE BIOLOGIA - 1° BIMESTRE
- Classificação dos seres vivos
- Nomenclatura binomial
- Vírus
SÓ HAVERÁ TESTE DE BIOLOGIA NAS DATAS JÁ MARCADAS DAS AVALIAÇÕES INTERMEDIÁRIAS.
GUIA DE ESTUDO
1- O que é diversidade biológica, ou biodiversidade?
Biodiversidade designa os tipos de seres vivos e as variações existentes entre eles.
2- Qual é o objeto de estudo da Sistemática e quais são seus principais objetivos?
O objeto de estudo da Sistemática é a diversidade biológica. Seus objetivos são: a) descrever a biodiversidade e dar nomes científicos aos seres vivos; b) desenvolver critérios para organizar a diversidade, agrupando os seres vivos de acordo com características realmente importantes; c) compreender os processos responsáveis pela existência da diversidade encontrada entre os seres vivos.
3- O que é classificação biológica ou taxonomia?
É um sistema que organiza os seres vivos em categorias hierárquicas (categorias menores incluídas em categoria maiores) e lhes atribui nomes científicos.
4- Que características Lineu considerava as mais importantes para a classificação dos seres vivos?
As características estruturais e anatômicas, como a divisão do corpo e o número de pernas dos animais, por exemplo, e a forma das flores e dos frutos nas plantas.
5- Por que a nomenclatura criada por Lineu é chamada binomial? Dê exemplo de um nome científico de ser vivo que siga a regra binomial de Lineu.
Porque o nome científico de todo ser vivo deve ser composto de duas palavras: a primeira, o nome genérico, e a segunda, o nome específico. Ex. Canis familiaris.
6- Quais são as vantagens, para a comunidade científica, em adotar a nomenclatura desenvolvida por Lineu?
Os nomes populares dos seres vivos variam nos diferentes idiomas e também entre as regiões de um mesmo país, enquanto o nome científico é um só e refere-se exatamente à espécie catalogada e descrita detalhadamente pelos estudiosos. Isso facilita e torna mais precisa a comunicação entre os cientistas. Outra vantagem é que o nome do organismo, por conter uma parte genérica, indica a relação de semelhança com outras espécies. Por exemplo, só pelo nome sabemos que Canis familiaris e Canis lupus devem apresentar muitas semelhanças, uma vez que pertencem ao mesmo gênero
7- Qual foi a categoria taxonômica básica adotada como ponto de partida na classificação de Lineu? Enumere as principais categorias taxonômicas utilizadas atualmente, da mais específica à mais abrangente.
Espécie. Espécies semelhantes são reunidas em gêneros, gêneros semelhantes em famílias e famílias semelhantes, por sua vez, reunidas em ordens. Ordens semelhantes estão reunidas em classes; classes semelhantes, em filos; e filos semelhantes, em reinos.
8- Admitindo a classificação de seres vivos em cinco reinos, caracterize resumidamente cada um dos reinos.
Reino Monera - reúne seres procarióticos e unicelulares, de tamanho microscópico, genericamente chamados bactérias e arqueas. Reino Protoctista - inclui os protozoários, seres eucarióticos, unicelulares e heterotróficos fotossintetizantes e unicelulares ou multicelulares. Reino Fungi - inclui os fungos, seres eucarióticos, unicelulares ou multicelulares, heterotróficos. Reino Plante - reúne as plantas, seres eucarióticos, multiceluares e autotróficos fotossintetizantes. Musgos, samambaias, pinheiros e plantas frutíferas são os principais grupos do reino Plantae, cujos representantes formam embriões multicelulres que, durante o desenvolvimento, retiram alimento da planta genitora. Reino Animalia - reúne os animais, seres eucarióticos, multicelulares e heterotróficos. A característica típica dos animais é que todos eles formam, durante o desenvolvimento embrionário, um estágio embrionário chamado blástula.
9- Por que os vírus não são classificados em nenhum dos cinco reinos de seres vivos?
Os vírus não estão incluídos em nenhum dos cinco reinos por serem acelulares, isto é, não apresentarem células. Eles são constituídos por uma ou algumas moléculas de ácido nucléico (DNA ou RNA), envoltas por moléculas de proteína. Os vírus são sempre parasitas intracelulares.
VÍRUS
1- Caracterize os vírus.
Vírus são agentes infecciosos diminutos constituídos por ácido nucléico e proteínas, sem organização celular e que parasitam células de todos os tipos de seres vivos, desde bactérias e fungos até plantas e animais.
2- Justifique por que alguns biólogos não consideram os vírus como seres vivos.
Os vírus, segundo alguns cientistas, não são seres vivos porque não apresentam nenhum tipo de atividade metabólica, sendo incapazes de se multiplicar fora de uma célula hospedeira. Uma discussão entre os biólogos é se os vírus são a forma de vida mais simples que existe ou se eles são os sistemas moleculares não-vivos mais complexos existentes. Mesmo os que não incluem os vírus entre os seres vivos concordam que eles são sistemas biológicos, uma vez que possuem ácidos nucléicos com instruções genéticas codificadas. Seu sistema de codificação genética é o mesmo que o de todas as formas de vida conhecidas.
3- Como os vírus afetam os seres humanos?
Além de produzirem doenças muitas vezes sérias em seres humanos, os vírus também atacam animais e plantas de interesse comercial causando prejuízos à humanidade. Alguns tipos de vírus têm sido empregados como ferramentas importantes para manipulação genética de animais e plantas na área da biotecnologia. Estuda-se também o emprego de bacteriófagos para combater bactérias causadoras de doenças, que se tornaram resistentes aos antibióticos existentes.
4- Descreva a estrutura básica de uma partícula viral.
Um vírus possui um único tipo de ácido nucléico, que pode ser DNA ou RNA, envolto por um revestimento de proteínas, o capsídio. Este, por sua vez, pode ou não estar envolvido por uma membrana lipoprotéica, o envelope viral, formado a partir da membrana plasmática da célula hopedeira. A partícula viral, quando está fora da célula hospedeira, é denominada vírion; cada tipo de vírus apresenta vírions de formato característico.
5- Descreva resumidamente o ciclo de um vírus.
Depois de penetrar na célula hospedeira, o material genético do vírus se multiplica e produz moléculas de RNA mensageiro, traduzidas em proteínas virais. Algumas dessas proteínas têm a função de altera o metabolismo celular para a produção de novos vírus. Outras irão constituir os envoltórios virais, associando-se aos ácidos nucléicos e gerando novos vírus capazes de infectar outras células.
6- Como podem ser classificados os vírus, de acordo com seu tipo de ácido nucléico?
Os vírus podem ser classificados em vírus de DNA ou vírus de RNA. Dentro de cada uma dessas categorias eles podem ser classificados quanto ao número de cadeias do ácido nucléico: simples ou dupla.
7- O que é transcriptase reversa e em quais tipos de vírus está presente?
É uma enzima presente nos retrovírus, sendo responsável pela produção de DNA a partir do RNA viral. À medida que sintetiza o DNA, essa enzima degrada o RNA modelo. Em seguida, ela catalisa a produção de uma cadeia de DNA complementar à formada a partir do RNA, originando uma molécula de DNA dupla. Esse DNA é transcrito em moléculas de RNA, qua atuam como mensageiras na síntese das proteínas virais. A transcriptase reversa sintetiza também o RNA que será empacotado para constituir os novos vírus formados na célula infectada.
8- Caracterize capsídio, nucleocapsídio e envelope.
Capsídio é o envoltório protéico que sempre reveste o ácido nucléico viral. Nucleocapasídio é o conjunto formado pelo ácido nucléico e pelo capsídio que o envolve. Envelope viral é o envoltório externo de alguns vírus, formado por um pedaço de membrana plasmática da célula hospedeira, modificada pela inclusão de proteínas virais.
9- Descreva o ciclo reprodutivo de um bacteriófago.
O bacteriófago é capaz de aderir à parede celular de uma bactéria hospedeira, perfurando-as e nela injetando seu DNA. Este começa a se multiplicar e a ser transcrito em moléculas de RNAm por ação de enzimas da própria bactéria, incapazes de distinguir o DNA viral do bacteriano. Os RNAm virais são traduzidos em proteínas virais e os novos vírus começam a ser montados. Uma enzima viral produzida ao final da infecção, degrada os componentes da parede bacteriana e libera as novas partículas virais. O processo todo ocorre em menos de 30 minutos.
10- Compare o ciclo lítico e o ciclo lisogênico de um bacteriófago.
Uma bactéria portadora de um vírus integrado em seu DNA, na forma de profago, é chamada de bactéria lisogênica, uma vez que a qualquer momento o fago pode se desintegar e destruir a célula hospedeira. As sucessivas divisões de uma bactéria lisogênica, com transmissão do vírus integrado às suas células filhas, é chamado de ciclo lisogênico. Quando eventualmente o profago se desprende do cromossomo bacteriano e passa a se multiplicar, originando novos fagos e causando a lise celular, fala-se em ciclo lítico.
11- Como se explica o fato de acontecerem surtos sucessivos de gripe, apesar de as pessoas desenvolverem imunidade contra o vírus?
Durante a infecção gripal, uma pessoa produz anticorpos contra as espículas virais e torna-se imune ao tipo de vírus que a infectou. Após um surto de gripe, grande parte da população se torna imune àquele tipo específico de vírus. No entanto, em algumas pessoas surgem vírus mutantes, com espículas H e N ligeiramente diferentes das da linhagem original, o que impede que os anticorpos produzidos atuem eficientemente. Esses vírus mutantes provocarão um novo surto da doença quando as condições se tornarem propícias, por exemplo, nos meses de inverno, quando a resistência natural das pessoas diminui devido às variações climáticas. A vacina antigripe usada atualmente na imunização de idosos é feita com uma mistura das formas virais mais comuns, em particular das que causaram gripe nos últimos anos.
12- Por que os órgãos internacionais de saúde se preocupam tanto com as gripes de porcos e de aves?
A razão é que se tais vírus forem identificados rapidamente há a possibilidade de se produzir vacinas e imunizar grande parte da população antes que a epidemia atinja maiores proporções.
13- Quais são as principais células hospedeiras do HIV no corpo humano?
São o linfócito T auxiliador (célula CD4) e certos tipos de células epiteliais.
14- De que modo o HIV é transmitido?
Transmite-se através de fluidos corporais produzidos durante as relações sexuais e pelo sangue. As vias de transmissão são relações sexuais, uso de seringas contaminadas e transfusão de sangue. O vírus parece ser capaz de atravessar a placenta e contaminar o feto ou ser transmitido da mãe para o filho durante o parto. Cerca de 30% dos filhos de mães portadoras do vírus nascem infectados se a mulher não for tratada com drogas antivirais durante a gravidez. É provável também que o vírus seja transmitido da mãe para o filho através da amamentação.
15- Por que razão os sintomas mais graves da doença só aparecem muito tempo depois da infecção pelo HIV?
Algumas pessoas não manifestam nenhum sintoma ao serem infectadas pelo HIV; outras têm sintomas semelhantes aos da gripe: febre, dor de cabeça, cansaço e inflamação dos linfonodos. Os sintomas desaparecem entre uma semana e um mês e geralmente são confundidos com os de uma virose qualquer. Durante a fase que sucede a infecção, os vírus multiplicam-se ativamente e os fluidos corporais e o sangue da pessoa são altamente infectantes. O sistema imunitário é ativado pela multiplicação viral e passa a combater os vírus, que diminuem em quantidade e tornam a infecção completamente assintomática. Novos sintomas só voltam a aparecer muito tempo depois, em geral, após alguns anos. Durante o período assintomático, trava-se uma batalha entre o HIV e o sistema imunitário. A principal célula atacada pelo HIV é um leucócito sanguíneo, o linfócito T auxiliador, também chamado célula CD4, que comanda as repostas do sistema imunitário. Assim, ao destruir as células CD4, o HIV enfraquece a capacidade do organismo em combater tanto a infecção retroviral, como outras infecções comuns, que normalmente não afetariam pessoas sadias.
16- O que são prions e que doenças podem causar?
Os príons são moléculas de proteínas infectantes capazes de induzir alterações na forma de proteínas do hospedeiro, que se transformam em novos príons. Quando uma pessoa ou um animal ingerem carne contaminada por príons, estes penetram na circulação sanguínea, atingindo nervos e corpos celulares dos neurônios, onde transforma proteínas normais em novos príons. A destruição dos neurônios afeta o funcionamento do sistema nervos, levando ao aparecimento dos sintomas típicos da doença: perda gradativa da memória recente e de orientação espacial, incontinência urinária, demência e morte. Os príons são a causa de doenças como: encefalopatia espongiforme bovina ("doença da vaca louca"); doença de Creutzfeld-jacob; doença de Gerstmann-Straussler-Scheinker; insônia familiar fatal; kuru; síndrome de Alpers.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
VERTEBRADOS
- Apresentam todas as características do filo Chordata: Triblásticos, enterocelomados, deuterostômios, metamerizados e sistema digestório completo.
- Presença, durante o desenvolvimento embrionário, de tubo nervoso dorsal, notocorda, fendas faringianas e cauda pós-anal.
- Apresentam um endoesqueleto que protege total ou parcialmente o sistema nervoso central e desempenha papel importante na movimentação do corpo.
- Endoesqueleto: desenvolvido, de origem mesodérmica. Favorece o crescimento. Integrado ao sistema muscular, garantindo uma grande capacidade de movimentação.
- Esqueleto axial: eixo corporal definido pela coluna vertebral, que apresenta o crânio em sua extremidade anterior. Juntos, crânio e coluna vertebral constituem o esqueleto axial.Protege o sistema nervoso central, constituído pelo encéfalo e pela medula espinal. O encéfalo localiza-se dentro do crânio, e a medula espianal localiza-se no canal formado pelas perfurações existentes nas vértebras da coluna.A parte amarela da imagem refere-se ao esqueleto axial.
-Esqueleto apendicular: Constituído pelas estruturas esqueléticas que dão sustentação aos apêndices corporais (nadadeiras, asas, pernas ou braços). Representado na figura pela parte não colorida.
- Classificação e parentesco evolutivo
- Superclasse Gnathostomata (do grego gnathos, mandíbula, e stomatos, boca)- animais que tem mandíbula na boca
* Principais classes: Chondricthyes (peixes cartilaginosos); Actinopterygii ou Osteicthyes (peixes ósseos de nadadeiras radiais); Actinistia ou Sarcopterygii (peixes de nadadeiras lobadas, os celacantos); Dpinoi (peixes pulmonados); Amphibia; Reptilia; Aves; Mammalia.
- Superclasse Agnatha (do grego a, prefixo de negação, e gnathos, mandíbula)- animais sem mandíbula.
* Classe Myxine (peixes-bruxas) ; Classe petromyzontida (lampreias)
As evidências embriológicas sugerem que os "parentes" invertebrados mais próximos dos cordados são os equinodermos. Essas evidências são principalmente as semelhanças na maneira como se origina o celoma - Enterocélica em equinodermos e cordados, e esquizocélica em todos os outros celomados - e no destino do blastóporo - que origina o ânus, em equinodermos e cordados (deuterostômios) , e a boca nos outros celomados (protostômios).
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
FILO CHORDATA
•Protocordados (cordados inferiores):
→Subfilo Urochordata (ascídia)
→Subfilo Cephalocordata (anfioxo)
•Vertebrados (cordados superiores):
→Subfilo Vertebrata
Características Gerais dos Cordados:
•Simetria Bilateral
•Triblásticos e Celomados
•Deuterostômios
•Segmentados
•Circulação Fechada
•Tubo Digestivo Completo
•Endoesqueleto, geralmente presente.
Características Distintivas:
•Notocorda: cordão de tecido conjuntivo embrionário
•Tubo Nervoso: único, dorsal, oco
•Presença de Fendas Faríngeas
•Cauda Pós-Anal
Esquema geral de um embrião de cordado

Os Cordados Invertebrados
Subfilo Urochordata (Ascídias)

•Apresentam ~ 1250 espécies →marinhos, larva livre-natante
•Notocorda na fase larval (caudal)
•Fendas faríngeas desenvolvidas →filtração
•Adulto séssil (colônias)
•Fendas faríngeas desenvolvidas →filtração
•Metamorfose Retrógrada
•Adulto séssil (colônias)
•Reprodução sexuada →maioria das espécies hermafrodita
•Algumas espécies reprodução assexuada
Subfilo Cephalochordata (Anfioxo)
•Compreendem ~ 30 espécies de animais, marinhos →águas quentes e rasas;

•Pequenos (até10 cm), corpo comprimido lateralmente
•Desenvolvimento direto →sem estágio larval
•Notocorda persistente no adulto
•Fendas faríngeas: para alimentação (filtradores) e trocas gasosas
•Reprodução sexuada →sexos separados (dióicos)

Cordados Vertebrados
Subfilo Vertebrata:
→Encéfalo verdadeiro
→Crânio
(estrutura esquelética que sustenta e protege o encéfalo)
→Presença de vértebras
(constituem o suporte axial do corpo)
Superclasse Pisces:
4 Classes de peixes e vertebrados semelhantes a peixes
Superclasse Pisces:
•Classe Agnatha (feiticeiras e lampréias)
•Classe Condrichthyes:
Subclasse Elasmobranchii (tubarões e raias), Subclasse Holocephali (quimeras).
•Classe Osteychtyes ou peixes ósseos:
Subclasse Actinopterygii,
Subclasse Sarcopterygii (dipnóicos, Latimeria).
Superclasse Tetrapoda: (apresenta 4 classes)
→Amphibia, Reptilia, Aves e Mammalia.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
EQUINODERMOS
- Os Echinodermatas (gr. echinos, espinhos + derma, pele) constituem um dos filos mais facilmente reconhecíveis do Reino Animal.
- Incluem as estrelas-do-mar, pepinos-do-mar, ouriços-do-mar, serpentes-do-mar, bolachas-da-prais e lírios-do-mar.
- Todos são animais grandes e nenhum é parasita ou colonial.
- Praticamente todos têm hábitos bentônicos e são permanentemente presos ao fundo oceânico ou se movem lentamente sobre o substrato.
- São peculiares entre os animais por não apresentarem cabeça, terem um esqueleto interno(endoesqueleto), larvas bilaterais que sofrem metamorfose para animais adultos de simetria radial.
- Todos os equinodermas são marinhos e são comuns e abundantes em todos os oceanos do mundo.
CARACTERÍSTICAS GERAIS
1. Revestimento e proteção
A epiderme simples recobre o esqueleto e os espinhos (quando presentes). Os espinhos, que servem como proteção (principalmente no ouriço-do-mar), são bem alongados e às vezes providos de glândulas venenosas. Algumas espécies possuem ainda pequenas pinças (pedicelárias) que servem para defesa e para manter sempre limpa a superfície do corpo.
2. Sustentação e locomoção
Possuem endoesqueleto de placas calcáreas móveis (articuladas) ou fixas, freqüentemente com espinhos. As placas podem ser macroscópicas, distribuídas pelo corpo, como nos pepinos-do-mar, ou constituir uma carapaça muito resistente, como nos ouriços-do-mar. Nestes animais, a locomoção é lenta e é feita pelos pés ambulacrários e ainda por espinhos movidos por músculos.
3. Nutrição e digestão
O sistema digestivo é completo, exceto nos ofiúros. As estrelas-do-mar são carnívoras e predadoras, seu alimento preferido são as ostras. Apesar da potente musculatura das ostras, as estrelas-do-mar conseguem abrir-lhe as valvas, introduzir seu estômago e lançar enzimas, ocorrendo um digestão externa. Os ouriços-do-mar alimentam-se de algas, que são trituradas pelos cinco dentes calcários, que formam a lanterna de Aristóteles.
4. Circulação
Não possuem coração nem mesmo sistema circulatório típico. Existe, porém, um reduzido sistema de canais (canais pseudohemais), com disposição radial, onde circula um líquido incolor contendo amebócitos.
5. Respiração
A respiração por difusão ocorre no sistema ambulacrário. Além disso, na estrela-do-mar e ouriço-do-mar existem diminutas e ramificadas brânquias dérmicas. Na cloaca do pepino-do-mar existem túbulos ramificados, as árvores respiratórias ou hidropulmões, que acumulam água para as trocas gasosas.
6. Excreção
Não existe nenhum órgão especializado. Os catobólitos são levados por amebócitos aos pés ambulacrários, hidropulmões ou a qualquer estruturas exposta à água, que os elimina por difusão.
7. Sistema nervoso
Não há gânglios, mas sim um anel nervoso próximo à região oral, de onde saem nervos radiais.
8. Sentidos
Possuem células táteis na superfície do corpo. Na extremidade dos braços das estrelas-do-mar existem células fotorreceptoras.
9. Reprodução
São animais de sexos separados e de fecundação externa. Os órgãos sexuais são simples, existindo, geralmente, apenas gônadas sem ductos genitais. O desenvolvimento é indireto, aparecendo em cada classe um tipo característico de larva: bipinária (nas estrelas-do-mar), pluteus (ofiúros e ouriço), dolidária (crinóides) e auriculária (pepino-do-mar). A simetria é bilateral nas larvas, passando a radial nos animais adultos. A reprodução assexuada aparece em algumas larvas que se autodividem; além disso, as estrelas-do-mar e o pepino-do-mar têm a capacidade de regenerar partes perdidas.
1. Classe Crinoidea (Crinóides)Estes equinodermos semelhantes a flores vivem desde abaixo da linha de maré baixa até profundidades abissais. O corpo é um pequeno cálice em forma de taça, de placas calcáreas, ao qual estão presos 5 braços flexíveis que se bifurcam formando 10 ou mais extremidades estreitas. Alguns possuem um pedúnculo longo, que fixa o crinóide ao fundo do mar . Boca e ânus estão presentes na superfície oral. Alimentam-se de plâncton e de detritos, colhidos pelos tentáculos e dirigidos à boca pelos cílios. Exemplo: lírio-do-mar.
2. Classe Echinoidea (ouriços-do-mar e bolachas-da-praia)Os membros desta classe têm o corpo arredondado (forma: hemisférica ou ovóide, nos ouriços-do-mar; disciforme, nas bolachas-do-mar) sem braços ou raios livres, mas possuem espinhos delgados e móveis. Em um ouriço-do-mar comum as
vísceras estão encerradas em uma carapaça. Cinco áreas (ambulacros), correspondem aos braços da estrela-do-mar, são perfuradas para uma série dupla de pés ambulacrários. Nas placas há tubérculos baixos, arredondados, nos quais os espinhos se articulam. Entre os espinhos há pedicelárias, as quais mantêm o corpo limpo e capturam pequenas presas. Boca e ânus são centrais, mas em pólos opostos. Ouriços alimentam-se de plantas marinhas, matéria animal morta e pequenos organismos. Bolachas-da-praia alimentam-se de partículas orgânicas da areia ou do lodo através de ingestão direta ou por meio de rede de muco.
3. Classe Asteroidea (estrelas-do-mar)As estrelas-do-mar abundam em quase todas as costas marinhas, especialmente em praias rochosas e ao redor de pilares de portos. Várias espécies vivem desde as linhas de maré até profundidades consideráveis na areia e no lodo. O corpo de uma estrela-do-mar consiste de um disco central e cinco raios ou braços afilados. Na superfície aboral ou superior há espinhos calcários, os quais são partes do esqueleto. Brânquias dérmicas (pápulas) pequenas e moles projetam-se da cavidade do corpo entre os espinhos para a respiração e excreção. Ao redor dos espinhos e pápulas há pedicelárias diminutas em forma de pinça, que mantém a superfície do corpo limpa e também auxiliam na captura de alimento. O ânus é uma abertura diminuta próxima ao centro da superfície aboral e nas proximidades do madreporito. A boca está no centro da superfície oral, ou inferior. Um sulco ambulacrário mediano, orlado de espinhos, estende-se ao longo da superfície oral de cada braço e dele protaem muitos pés ambulacrários. Na ponta de cada braço há um tentáculo táctil e uma mancha ocelar, sensível a luz. As estrelas-do-mar alimentam-se de moluscos, crustáceos e vermes tubícolas. Algumas alimentam-se de matéria orgânica em suspensão. Animais pequenos e ativos, mesmo peixes, ocasionalmente podem ser capturados pelos pés ambulacrários e pedicelárias e levados à boca. Quanto à reprodução, óvulos e espermatozóides são postos na água do mar, onde ocorre a fecundação. A clivagem é rápida, total, igual e indeterminada. A larva originada possui simetria bilateral e passa por diferentes fases. Estrelas-do-mar sofrem acidentes na natureza e podem soltar um braço (autotomia) quando manuseadas rudemente, mas os braços regeneram-se prontamente.
4. Classe Ophiuroidea (ofiúros)Os ofiúros têm um disco pequeno, arredondado, com 5 braços distintos, longos, delgados, articulados e frágeis. No braço há um ramo do sistema ambulacrário. Os pés ambulacrários são ventrolaterais, sem ventosas. Eles são sensitivos, auxiliam na respiração e podem levar alimento à boca. Não há pedicelárias e brânquias dérmicas. Todos os órgãos digestivo e reprodutores estão no disco. A boca fica no centro da superfície oral. Não ha ânus. Vivem desde água rasa a profunda, algumas vezes, escondendo-se embaixo de pedras ou plantas marinhas ou no lodo e areia, tornando-se ativos à noite. Movem-se por movimentos serpenteantes rápidos. Alimentam-se de pequenos crustáceos, moluscos e outros animais e detritos do fundo; podem servir de alimentos a peixes. Ex.: serpente-do-mar.
5. Classe Holothuroidea (Holotúrias)Em oposição aos outros equinodermos, as holotúrias têm o corpo delgado, alongado em um eixo oral-aboral. A boca é circundada por 10 a 30 tentáculos que são modificações de pés ambulacrários bucais encontrados em outros equinodermos. Algumas holotúrias apresentam 2 zonas longitudinais de pés ambulacrários na região dorsal, de função táctil e respiratória. O lado ventral tem tipicamente três zonas de pés ambulacrários, com ventosas, que servem para a locomoção. As holotúrias movem-se como lesmas no fundo do mar ou cavam no lodo ou areia da superfície deixando somente as extremidades do corpo expostas, quando perturbadas, contraem-se lentamente. O alimento é de material orgânico dos detritos do fundo, que é empurrado para a boca ou de plâncton aprisionado em muco nos tentáculos. As holotúrias frequentemente são os invertebrados dominantes nas partes mais profundas dos oceanos e muitos taxa são restritos a águas profundas. Ex.: pepino-do-mar.
